domingo, 12 de maio de 2013

Sobre o nome: Chal


imagem retirada de blog da terapeuta Astrid Annabelle

Além de ser uma espécie de mantra para atrair boas energias, o nome Chal também traz nele o significado de um personagem que como no teatro o cantor: Gustavo Balduino, encarna nos palcos.

O nome tem sua origem na sabedoria dos Sufis que anuncia:

"Cada um de nós tem sua própria identidade. Isso é belo. Pois no universo não existe nada além da diversidade"

Para os sufis, Deus, impositivo e dogmatizado, não existe. O homem concebe Deus como fruto de uma ilusão das impressões que os sentidos nos impõem: visão, audição, tato... Assim como as impressões são ilusões e não verdade, a concepção de Deus humana para os Sufis, não é uma verdade. Deus estaria inalcançável para a humanidade, pois nessa concepção, os humanos fazem parte de uma verdade muito maior.

No sufismo, nem os grandes mestres anunciam conhecer a verdade.

A verdade seria tão inalcançável que seríamos incapazes de conhecer.

O que importa realmente para a tradição Sufi, que não se aceita como religião ou até mesmo um método filosófico (a filosofia é um caminho para a sabedoria, e o Sufi nunca aceita o caminho de ser sábio), o que importa para eles que seguem essa trilha é experimentar com os sentidos a verdade alcançável dentro de cada ser. E portanto única, e não discutível.

"Siga seus sentidos, construa sua verdade e achará sempre sua libertação"

terça-feira, 7 de maio de 2013

Canção Para McCartney





O show de Paul Mcartney foi um belo espetáculo de contraste!

Contraste? Sim!

De um lado, temos no palco a trajetória de um dos músicos mais talentosos e mais bem sucedidos da atualidade. Do outro, na imensa plateia, carente há mais de 48 anos de ver de perto um ídolo, um maestro que conduziu a trilha sonora de gerações.

Paul não começou nos Beatles. Sua banda mais conhecida antes dos Beatles chamava-se The Quarrymen e foi formada pelo injustiçado John Lennon, morto em 1981.


Lennon sempre foi questionador, controverso e politizado. Acredito que seu embate com a direita americana resultou no atentado psicótico que o assassinou. Mas isso é uma crença de um brasileiro músico, apaixonado por história, geografia e política.


A imagem que tenho de Paul é de um homem que sofreu o suficiente para enlouquecer qualquer um. Perdeu o grande companheiro de música nesse assassinato. Sua antiga esposa e companheira do Wings, faleceu depois de adquirir câncer.

Diante de tudo, sempre escutei boatos sobre a dificuldade que Paul tinha de executar as músicas dos Beatles por problemas com a editora de Micheal Jackson que detinha o patrimônio das obras da Banda. Mesmo sem contar boatos, é imaginável a trajetória não só musical como emocional desse grande artista.


Mas a plateia está num paralelo distante.


Diferente da maioria das cidades em que Paul toca, essa plateia enfrenta um jornada diária de alto stress que passa por um trânsito mal ajustado e caótico, fruto de políticas públicas de transporte precárias que, entre tantos erros, insiste em não investir no transporte público de excelência.

A plateia passa também, em sua maioria por graves problemas econômicos e financeiros, pois vive uma das maiores cargas tributárias do mundo e custos de juros financeiros estratosféricos. Diferente do "Sir" Paul, que inglês, venceu a 2ª Guerra Mundial ao lado dos Americanos e dos sacrificados Soviéticos, colheu muito bem os frutos, aproveitando um grande maquinário ideológico e político para nos servir suas belas canções entre tantos outros artistas de destaque anglo-americanos.

A barreira é gigante. A música, o amor da plateia e o incansável Paul, vitorioso em suas batalhas a arrebentam juntos, por 2h30, em meio a comoção dos presentes. Mas são 2h30, de sonhos, que antes de começar se parece com um embate frenético. E ao terminar retorna ao mesmo embate.


Minhas palmas são para todos: Paul e plateia!


Se Paul, na idade que sustenta, tem energia para nos oferecer um momento mágico, a plateia deve regozijar-se tanto quanto! São pequenos notáveis guerreiros que no dia a dia mostram seu heroísmo, mantendo o equilíbrio em uma situação social de apavorar qualquer ser humano desse planeta!


Bem vindo, Sir, mais uma vez a nós que sempre sonhamos em ser caubóis, ser do ouro, ser vocês, ser do mundo, ser Goiás (paródia com "Canção Para Lennon e McCartney" - Fernando Brant, Márcio Borges e Lô Borges).

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Ano novo à vista!



Um ano novo está no ar.
E muito som para preenchê-lo é o que quero.

Show marcado para dia 19, sábado no Matuto Bar. Os amigos do Matuto, senhores: Diogo Cordeiro e Daniel Gil têm sido grandes patrocinadores abrindo sua casa constantemente para shows meus.

Tento retribuir com apresentações criativas e com música bem executada.

Para quem não conhece o Matuto, na Rua 242, setor universitário, em Goiânia, vale muito a indicação. Além de um cardápio recheado de comida que remete à simplicidade caseira com temperos a vontade, o cliente pode degustar cervejas de diversos países, sabores e rótulos.

Pro meu gosto musical a música sempre, sempre está perfeita. Destaque nos DVD's que o Sr. Diogo prepara para os Jolly Boys. Um grupo de vovôs jamaicanos que ficaram famosos com a interpretação de "Rehab" igualmente ou mais famosa na voz da falecida Amy Winehouse.

No Matuto gosto de intercalar composições minhas já publicadas no meu site ou em outros canais como o soundcloud com interpretações de cantores e bandas de rock, blues, country e mpb.

Enquanto me preparo para esse show, muita coisa está sendo planejada.

A carreira musical consistente depende de vontade, fé, trabalho e planejamento. Afinal um CD não pode ficar pronto em um mês... Mesmo para grandes artistas e grandes gravadoras.

Imagina para mim que estou começando, ou recomeçando desde 2010 e sou meu próprio produtor ou gravador... (?)

Mas não tenho do que reclamar. Em mira um novo CD com composições de 2002 às mais recentes. Um DVD está sendo pensado, para muito distante... Nessa mesma galáxia, assim espero.

E shows estão sendo planejados e preparados.

Obrigado a você, amigo e ouvinte que já curte meu trabalho musical.
Contribua mais, mostrando para seus amigos o que esse pobre compositor faz.

É o melhor presente que você pode me dar!

Abraços!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Calendário do Rock

Para o calendário nosso existe um dia do Rock. Para mim, existem fases vitais do Rock. Essas são as minhas, o meu calendário do Rock:
1980/1983 - Não sabia o que era Rock.
1984 - Micheal Jackson me apresenta o assunto com Thriller
1985 - Monto minha primeira banda: Cover do RPM
1986 - O A-HA mostra o poder da melodia das baladas
1987 - Ouço Metallica, Ride The Lightining com o brother Flávio Henrique Oliveira
1988 - Appetite for Destruction em Vinil sacode tudo
1989 - New Order e Depeche Mode trazem o conceito da eletrônica
1990 - Descobrindo o Rock Brazuca: Cazuza e Legião
1991 - Rock In Rio II e Guerra do Golfo - Porque o Rock anda junto com essas guerras?
1992 - Blood Sugar Sex Magic, Black Album
1993 - Use Your Illusion I e II e Ten
1994 - Recipe For Hate, Nirvana Acústico, Offspring, Planet Hemp, Gabriel o Pensador
-------------------------------- Agora um por ano, senão vai zoar meu cérebro.
1995 - Raimundos
1996 - Oasis
1997 - Sublime
1998 - Californication
1999 - Deep Purple (pesquisa funda)
2000 - Black Sabbath (idem)
2001 - Almir Sater
2002 - A música vira trampo: Humildes Humanos
2003 - Lobão
2004 - Tangerine Dream
2005 - Sepultura
2006 - Beatles
2007 - Johnny Cash
2008 - Thin Lizzy
2009 - Chal surge
2010 - Neil Young
2011 - O Rock Rural: Raul Seixas, Sá e Guarabyra, Clube da Esquina, O Terço
2012 - A tradição oral do Country Americano, Lynyrd Skynyrd e Willie Nelson
(valeu wikipédia, por me ajudar!)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Sem Rumo nem Direção

Hoje venho falar de, e, indicar um cara que simplesmente converteu mais um cidadão nesse mundo que hoje canta na mesma toada, na toada da busca incessante pelas raízes profundas e pela expansão do pensamento.

Dylan é mais que uma referência é um exemplo de dedicação, coragem e atitude num mundo permeado por gente pasteurizada conscientemente ou inconscientemente... Mas que segue assim: criando gente em cima de arquétipos pré-moldados e fazendo uma massa de manobra incrível que se nega a pensar.

Dylan, nos E.U.A., Young no Canadá, Vandré no Brasil e Giéco na Argentina, são duma estirpe de artistas que não se contentam em recriar mas fazem tremer os governantes e aqueles que se intitulam donos-do-mundo, provocando na massa uma atitude reflexiva e de contestação.

O Vídeo a seguir é trilha de um filme imperdível para aqueles que admiram não apenas a música mas a postura incontrolável de um lider nato de uma legião de simpatizantes.


quinta-feira, 7 de junho de 2012

Tradução de "Wayfarin' Stranger" Por Chal

Quando vi a listas de músicas para gravar, depois do convite da Talenthouse para participar do concurso: Cante um Clássico Americano para Neil Young, tinha pouco tempo para escolher.

(http://www.talenthouse.com/creativeinvites/preview/abf59c57023ff54dcdb37f67085c5a36/565)

Queria cantar algo que se encaixasse no meu universo. Difícil, a maioria das músicas fala de regiões, figuras e cenas típicas da cultura estadunidense.

Quando vi Wayfarin' Stranger, lembrei da letra e da versão de Johnny Cash.
Segue a tradução que explica o porque eu cantei essa canção emocionante. Sem fronteiras!

Abraços!


"Forasteiro Errante"

Sou um pobre forasteiro errante
Enquanto viajo por esse mundo abaixo
Não há doença, pedágio ou perigo
Para terra brilhante que vou

Eu vou lá para ver meu Pai
E todos os meus amados que envelheceram
Estou passando pelo Jordão
Estou passando por meu lar

Eu sei, nuvens negras irão se juntar
Eu sei que meu caminho é árduo e íngreme
Mas belos campos surgem diante de mim
Onde Deus juntou sua guarda vigilante

Eu vou lá para ver minha Mãe
Ela me reconheceu quando cheguei
Estou passando pelo Jordão
Estou passando por meu lar


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Fuga da Loucura: '90




Vou escrever hoje sobre algo um tanto contraditório.
Como o country, como a música do campo influenciou a geração de Seattle dos anos ‘90.

Impulsionados pelo som dos caipiras do norte americano e do oeste canadense como Neil Young e Bob Dylan (inversamente) a geração grunge de Seattle com destaque para Pearl Jam, Soundgarden e Alice In Chains, sem falar do psicótico Nirvana, que trouxeram o elemento da translúcida loucura dos anos 90, fala a mesma língua.

Loucura de drogas e tentativa de resgate da identidade que se achava perdida no meio da crescente e florescente música eletrônica.

Violões, guitarras se misturavam a berros pela lucidez perdida misturada nos baixos e tambores tribais de Rock N Roll.

Os temas retornam com força, a mídia renega, mas o som se fortalece.
Uns não aguentam o descaso com a busca e perecem no caminho, Cobain e depois Stanley.

Fica o legado que daqui de longe sigo.

Em meio a loucura urbana, a fuga para o campo mental, o rock rural, longe da banalização da vida e da música. Fazendo o tema recorrente.

Fiquem com Alice In Chains procurando os subúrbios em “Down In A Hole”.
Boa noite.